terça-feira, 29 de janeiro de 2013
crescendo
Fiquei de boca aberta de saber que aquele garotinho que contracenou com o Hugh Grant no "About a boy" é o mesmo cidadão crescido que preenche a lista de homens incríveis do "A single man". Saca o crescimento... parabéns! Ha!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
desatitutes
O que é o
amor?
É uma
pergunta que faço sempre que tenho oportunidade. A desconhecidos, a amantes, a
forasteiros. Gosto de ouvir as súbitas definições que as pessoas traçam de
improviso, uma mescla de algo que impressione com algo biográfico. É perceptível
que todo mundo fantasia um pouco, um toque de sonho e de otimismo, geralmente
combinado com um leve gosto amargo de alguma experiência vivida.
Para mim o
amor é um questão tão grande quanto a morte. Ela pelo menos só se conhece uma
vez, é uma vivência única. O amor acontece e a gente segue vivo. Tem gente que
morre dizendo que nunca amou, tem gente que afirma que só vive porque ama. É Possível
viver sem amar? E amar sem morrer?
Esse
sorriso vai ser a minha desgraça. É uma frase que ouvi recentemente e que
define bem a sensação de quando me pego flutuando, sem ouvir uma palavra que
saí de determinada boca. Neste momento penso, o que é o amor senão ruína?
As certezas
destruídas, escombros de conceitos, a velha biblioteca de razões parece estar
organizada em uma nova ordem, absurda. É a morte da razão. Tudo está lá, milimetricamente
ajustado, catalogado e disponível, mas aquilo tudo parece loucura, aquelas
certezas ali descritas.
Abra um
livro aleatório.
O quanto de
amor existe nas atitudes? E quanto mais dele existe nas desatitutes?
Tenho dor
nas costas.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
a originalidade não pode ser moldada economicamente
Saiu um artigo na revista New Yorker entrevistando os criadores de "Matrix" que retornam agora no épico "Cloud Atlas" ("A viagem" no Brasil), baseado no livro de David Mitchell, que o próprio autor considerava "infilmável".
Na entrevista os irmãos Lana (antes Larry, mas não vem ao caso) e Andy Wachowisk fazem críticas vorazes ao sistema de incentivo à produção de conteúdos inovadores. Isso porque eles estão lidando com grandes estúdios, em que a incerteza de demanda existe, mas é muito menor do que para nós por exemplo, que só produzimos com incentivos diretos e ou indiretos do governo. Eles relatam que o interesse em financiar uma obra sempre vem atrelado à comparação a outro título similar já existente. No caso de "Matrix", nas conversas iniciais os produtores executivos torciam o nariz comparando a obra à "Johnny Mnemonic", que em 1995 também foi estrelado Keanu Reeves e resultou num insucesso comercial.
Com muita conversa, batidas de pés no chão e literalmente colocar o p** na mesa, felizmente tivemos uma obra completamente diferente e que mudou não só o gênero ficção científica, como influênciou toda uma leva de "novas" experiências no cinema. "Matrix", que estreou em 31 de março de 1999 ganhou perto de meio bilhão de dólares em todo o mundo, além de quarto dos quadrados oscars.
Com "Cloud Atlas" não foi diferente, depois de anos de batalhas para produção e desenvolvimento, que foi feito em parceria com o diretor Tom Tykwer de "Corra Lola, Corra", o filme finalmente estréia em 6 de Setembro no Festival de Toronto e em 26 de Outubro no resto do mundo. Mas neste caso, o desafio não foi só o de encontrar financiamento e espaço no mercado, afinal de contas a dupla já é tratada como sinônimo de sucesso entre os grandes estúdios, e sim de adaptar uma obra complicada, que se passa em diversos séculos.
Segundo Lana "o principal desafio foi a complicada estrutura do romance: os capítulos são ordenados cronologicamente até o meio do livro, ponto em que a sequência inverte e a história começa uma série de elipses temporais infindáveis. Pensando como roteiro, seria impossível introduzir uma nova história em 90 minutos". O meio encontrado por eles foi quebrar o livro em centenas de cenas escritas em fichas coloridas e espalha-las pelo chão, com cada cor representando um personagem diferente ou período de tempo. A casa parecia "um jardim zen de cartões de índice", disse Lana.
O autor David Mitchell que sempre afirmou que sua obra poderia ser considerada "infilmável", se encontrou com a dupla após ter conhecimento do processo e revelou que adorou a nova proposta de criação "Isso pode ser um daqueles filmes que são melhores do que o livro!" Entonces bora esperar!
terça-feira, 31 de julho de 2012
anima!
Vi alguns curtas do anima mundi neste findie. O curta "Head over Heels" foi o grande vencedor, faturando uma vaga na corrida para o oscar. A animação é realmente incrível, conta a história de um casal e suas diferenças, teve um resultado super sensível e com uma arte simples e bonita, rendeu palmas e alguns suspiros da platéia. Merecido!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
pagando por sexo
Premiado autor de histórias em quadrinhos só transa com prostitutas há mais de uma década. Em um livro inteligente e engraçado, ele critica o amor romântico e defende a normalidade da prostituição.
Será minha próxima leitura. Segue texto publicado pela jornalista Eliane Brum para a revista Época, em que o autor levanta alguns mitos e reflexões em torno da prostituição.
1) Você é dono do seu corpo. Dizer “Quero transar com você porque você vai me dar dinheiro” é tão moral quanto dizer “Quero transar com você porque eu o amo”. E isso tanto para homens quanto para mulheres.
2) Os clientes não compram as prostitutas. Quando alguém compra um livro, leva-o para casa e faz o que quiser com ele, por quanto tempo quiser. Com uma prostituta, você paga para transar durante um tempo determinado, limitado por aquilo que é combinado, e depois se separa dela. Nenhum cliente faz o que quiser com uma prostituta – nem é dono dela.
3) A violência, minoritária, é tão presente no sexo pago como no sexo não pago. Existem clientes cretinos na mesma proporção que existem maridos e namorados cretinos, que ignoram os pedidos e os limites estabelecidos pelas mulheres. Assim como há aqueles que extrapolam e as espancam. Para reprimir esse comportamento, há leis. Mas, se concluirmos que devemos criminalizar ou condenar o sexo pago porque alguns homens são cretinos e outros são violentos, então é preciso criminalizar ou condenar também o casamento e o sexo não pago. Da mesma forma, com relação ao tipo de trabalho, qualquer um acharia descabido terminar com a profissão de taxista porque alguns são assaltados, feridos e até mortos por assaltantes travestidos de clientes.
4) Não são apenas as prostitutas que muitas vezes transam sem desejo. Muitas pessoas, em relacionamentos amorosos, também transam sem vontade. A frase “Não quero transar com esse cara, mas vou transar porque preciso de dinheiro” é tão moral quanto “Não quero transar agora, mas vou transar porque ele é meu namorado e eu o amo” ou “Não sinto mais desejo pelo meu marido, mas vou transar pelo bem do nosso casamento”.
5) A prostituição não destrói a dignidade das prostitutas. A vergonha que algumas prostitutas sentem por conta da profissão é provocada pela interiorização do preconceito enfrentado na sociedade – e não pela venda do sexo em si. Assim como no passado (e ainda hoje, em alguns casos) os homossexuais sentiam vergonha, depressão, culpa e repulsa por sua orientação sexual. Isso não significava que ser gay era errado – e sim que muitos homossexuais interiorizavam os valores da cultura em que viviam, assumindo o preconceito da sociedade como vergonha e como culpa.
6) A diferença com que a sociedade trata a prostituição masculina mostra que o preconceito, como sempre, é com relação à autonomia das mulheres. Em geral, os adversários da prostituição feminina ignoram a masculina. A razão é que os argumentos usados para condenar a prostituição feminina soariam ridículos se aplicados à masculina. Nossa cultura acredita que os homens controlam a própria sexualidade. E, se um homem se coloca em uma situação potencialmente arriscada, a sociedade compreende como um comportamento inerente à natureza masculina. Já, com relação às mulheres, não. Elas são sempre vítimas, e há sempre alguém - mesmo que outras mulheres - apto a determinar o que é melhor para elas.
7) A prostituição é uma escolha. Setores contrários à prostituição afirmam que não há escolha real se a mulher tem de eleger entre ganhar um salário baixo em um emprego pouco valorizado ou se prostituir, assim como não haveria escolha se a mulher se prostitui supostamente porque foi abusada na infância, caso de parte das prostitutas (como de parte das mulheres). Mas uma escolha é uma escolha, ainda que seja uma escolha difícil. Dizer que adultos não teriam o direito de escolha porque tiveram uma infância difícil é um terreno perigoso. Estas mulheres que não poderiam escolher pelo sexo pago não estariam, então, aptas a fazer qualquer escolha sexual, mesmo amorosa, por causa do seu passado. Da mesma forma que a realidade impõe escolhas difíceis para ganhar a vida o tempo todo, tanto para homens como para mulheres. E do mesmo modo como há quem gosta do que faz e há quem não gosta em qualquer profissão. Todas as pessoas – e não só as prostitutas – são fruto de suas circunstâncias e do sentido que conseguiram dar ao vivido. Alguém tem o direito de determinar quais adultos estão aptos e quais não estão aptos a fazer escolhas sobre a sua própria vida, ainda que sejam escolhas que não agradem aos outros?
sexta-feira, 13 de julho de 2012
CONCURSO CAIXA DE CURTAS
Meu curta está participando do "concurso caixa de curtas" na categoria ficção. O festival online é latino e contém filmes de diversas nacionalidades, tem bastante coisa interessante.
Para quem ainda não viu, é uma boa oportunidade, para quem já viu e gostou, passa lá e dá uma forcinha! A votação vai até 22/08/2012!
VOTE: http://t.co/4dimRsSV
domingo, 1 de julho de 2012
Violeta se fue a los cielos
Vou começar pelo final, a tela negra dos créditos permanece em silêncio, não sei por quanto tempo porque rapidamente saí da sala de cinema. Geralmente gosto de ficar ouvindo a música dos créditos até o final, muitas vezes ela foi composta especialmente para a obra, e se está naquele ponto do filme, é porque tem um papel reflexivo importante sobre tudo o que você acabou de ver, é um complemento sem imagens, a baqueta que passa para o espectador. Pois bem, o silêncio e a sensação que tive ao final de "Violeta foi para o céu" me bastou para sair rápido antes de ouvir qualquer comentário que me fizesse odiar a humanidade. Sim, porque as vezes parece que as pessoas se sentem obrigadas a emitir comentários ao final de um filme em voz alta, são os críticos da era twitter, que emitem hastags e frases curtas completamente sem contexto, que as vezes te doem a espinha ao demonstrar a total falta de sensibilidade de algumas pessoas. Pois bem, saí e nada ouvi, ufa!
Uma coisa é fato, conheci muitas figuras interessantes espalhadas por outras culturas deste mundo e até de meu próprio país através do cinema. A sétima arte teve esse papel em minha jornada, quantas vezes fiquei fissurado por uma trilha sonora e assim conheci um grande músico, quantas vezes vi um retrato interessante sobre uma personalidade e isso me aguçou pesquisar mais sobre ela. Esse é o caso de Violeta Parra, confesso que nunca havia ouvido falar de sua música, mas que depois do filme sigo aguçado. Em um tempo em que somos borbardeados por personagens voadores, que soltam raios e camuflam suas culturas em busca de público, é bacana se deparar com figuras desconhecidas de algumas gerações e que tanto tem a mostrar.
Em uma das cenas mais bonitas e delicadas que já vi, a personagem de Violeta chega depois de uma longa caminhada pelas colinas à casa de uma senhora que detinha um largo conhecimento de cantigas folclóricas chilenas. A pouco seu filho havia lhe perguntando "e se nunca a encontrarmos?" e ela responde "Aí as pessoas nunca vão conhecer suas músicas incríveis". Pois nessa cena, Violeta chega justo no momento em que a matriarca está sendo colocada em um caixão. Ela assiste a cena em silêncio, em seguida vemos um gravador sendo ligado e ficamos vendo a fita rodar enquanto contemplamos o silêncio daquele momento. De fato jamais conheceremos as cantigas daquela senhora, mas a homenagem está ali feita. A cena é incrível.
Muitos outros momentos me deixaram com a mesma sensação que neste trecho. A de leveza e ao mesmo tempo uma estranha densidade, é o que chamaria de poesia audiovisual. O filme nos transporta a construções metafóricas tão bem construídas, que dá um gás além da forte história que a personagem já carrega em si.
sábado, 28 de abril de 2012
weekend
Se você trabalha ou tem algum envolvimento em criações artísticas, você vai entender o que digo. Sabe quando rola uma inspiração, surge uma idéia que você gosta muito, que te toca bastante, que quer conceber e desenvolver aos poucos. Pois bem, se você tarda, pelo motivo que seja, sempre rola uma hora que ela aparece realizada por outro, seguramente não identica, mas é ela.
É estranha essa sensação, é como se não existissem idéias únicas. A verdade é que não existem mesmo. São nesses momentos que a gente constata que estamos todos vivendo em torno dos mesmos sentimentos, tendo sensações similares, o quanto a vida é limitada, quer você queira, quer não. É uma percepção rara nesses tempos em que se valoriza a falsa sensação de ser único, essa obsessão de perfil que salta da rede para a mente das pessoas.
Pois bem, ao primeiro contato com a tal obra surge uma pequena inquietude de invasão, algo como uma sensação de "roubo", um sentimento um tanto vago que não faz muito sentindo, dura pouco, mas que sim rola de leve. Em seguida rola uma certa cumplicidade, como se alguém compreendesse algo que parecia que só você compreendia, essa sensação se perpetua um pouco mais. Mas por último e mais intensa vem a sensação que de fato a obra causa, e nesse caso em você, alguém que já vivênciou aquela sensação, ou seja, uma pessoa muito crítica com relação ao tema abordado. Das duas uma, ou odeia porque não te tocou da maneira que você tocaria alguém ao reproduzir sua obra, ou você fica extremamente sensibilizado, porque alguém compreendeu de uma maneira tão única quanto a sua. Nesse caso é uma sensação ótima, indescritível!
Acabo de ver um filme bem similar a um projeto que tenho buscado apoio a um tempo. Não é o tipo que vende, não é o tipo que se realiza facilmente num país como o nosso. Como disse um personagem do filme sobre sua obra que nunca termina: "as pessoas não iriam ver". Pois olha que bonito é saber que alguém conseguiu realizar uma obra sensível, e melhor ainda, que ela se propaga, toca pessoas com histórias similares e nos traz sensações de uma gostosa semelhança neste mundo infestado de falsos perfis.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Antes tarde do que nunca.
Quando eu era adolescente, não existia cinema para me identificar diretamente, os jovens da telona eram interpretados por adultos de 30 anos com chiquinhas, franja ou aparelho em histórias bem, mas bem pastelonas mesmo.
Já era hora do cinema retratar essa fase tão rica de temas e possibilidades de linguagem de maneira mais fiel. Os exemplos nacionais já vem despontando a um tempo, o mais recente e bem sucedido foi "As melhores coisa do mundo" de Laís Bodanzky, que é bem legalzinho. Mas sem dúvida, o principal representante deste segmento até agora foi Jorge Furtado. Você que está acostumado a ver o nome do cineasta associado ao cultuado "Ilha das flores" deve estar injuriado com essa minha colocação! Ha!
Digo isso, porque fiz um curso com ele uma vez, e o mesmo confidenciou que quando começou a fazer cinema, o filho (Pedro Furtado) queria ser ator, mas como o menino era adolescente, não conseguia papéis pelo motivo que descrevi nas primeiras frases do post. Então ele, como roteirista/diretor, resolveu criar uma história para que o filho e outros atores jovens pudessem interpretar. Eis que surge seu primeiro filme "Houve uma vez dois verões", que é muito bom.
Ta certo que em seguida o Jorge Furtado renegou totalmente essa proposta, colocando a moda antiga o Lázaro Ramos e a Leandra Leal para interpretar adolescentes em "O homem que copiava". Mas calma, ele ainda merece ponto nesse segmento, pois mesmo com seu filho crescido e fazendo novela das 8, ele voltou a explorar a juventude em "Meu tio matou um cara", e veja, com os então joviais, Darlan Cunha e Sophia Reis. Depois acho que ele desencanou mesmo da temática e partiu para sua consolidação como criador audiovisual, mas a meu ver ele fez as primeiras contribuições para esse novo nicho, que seguramente ainda vai render muito.
Lá fora a coisa também tem mudado, vira e mexe sempre apareceu alguma proposta nova para a juventude, mas recentemente também rolou um crescimento na proposta de ser mais fiel a esse universo, figuras como Michael Cera estão aí por isso. Hoje vi um que cumpriu bem esse papel, o longa "Submarine", que aborda de maneira inusitada as descobertas de um casal indie composto por um jovem tímido e uma namorada moderna e dominadora. Destaque para a as músicas da bela trilha composta por Alex Turner, vocalista da banda inglesa Artic Monkeys, que por dias não saíram da minha cabeça.
Segue umas delas, com legenda em espanhol para você fazer aquelas traduções narradas de programa de rádio Love songs! Ha!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
a incrível câmera ball
Mais um daquelas brisas que você quer super ter e quando compra, usaria de vez em quando: http://jonaspfeil.de/ballcamera
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
come together
Tenho adorado as corajosas campanhas da Nextel só com junkies e personas no mucho gratas. Ha! Esse novo com todos os "ex"-drogados, tatuados e suicidas juntos subindo escadas ao som dos beatles é bem legal. A inspiração seguramente veio da animação com a mesma música. Eu curti. Tentei achar o comercial, mas não tem na net.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
descobertas
"Descobrir Continentes é tão fácil como esbarrar com um elefante:
Poeta é o que encontra uma moedinha perdida..."
Poeta é o que encontra uma moedinha perdida..."
Mario Quintana
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Madrid
Estava devendo um depoimento da cidade, e como promessa é dívida, aqui vai meu pagamento para ela que foi minha segunda casa. Oito meses é muito e pouco tempo, depende da maneira que você os viveu. Para mim, os 8 meses que vivi por lás foram uma vida a parte. Se pude viver fortes emoções nos poucos dias que passei por outras cidades européias, imagine o tanto de coisas que me aconteceram nesses 8 meses em Madrid. Tenho um bocado de coisas para dizer da cidade.
Madrid foi minha terra de descoberta, poderia acontecer em qualquer lugar, mas foi lá e por isso terei eternamente um carinho a parte. Exercitei amar-me, a ligar o foda-se, a testar-me, amar o mundo, aceitar ajuda, negar ajuda e me resolver para crescer, conhecer pessoas independente da idade, da classe social, do sexo, dos interesses intelectuais. Para dizer a verdade percebi que as vezes quanto mais a gente foca a busca por esses interesses, menos a gente encontra gente interessante, as mais significativas mesmo, que lembrarei para sempre, foram as que conheci por acaso e que em relações curtas me ensinaram tanto em pouco tempo.
Quando viajava para outras cidades, sempre voltava louco de saudades de Madrid, ela me acolheu em pequenos pontos que foram fundamentais para que me identificasse e quizesse estar lá. Uma das cidades que mais lê do mundo, aliás isso foi uma coisa que fiz muito por lá, é um hábito que não tinha cotidianamente e que se propaga, ler no metrô, na espera do bar, em qualquer momento, ocupa aquele tempo morto do dia e eleva sua mente para outros mundos. Li tanto e estudei tanto por lá em tão pouco tempo que em um momento até entrei em parafuso! Ha! Agora estou destorneando para começar de novo. É uma das coisas que admiro na cidade, ela inspira cultura, tem parques incríveis e um sistema de transporte impecável que deveria servir de exemplo para projetos nas metrópoles brasileiras.
O que ela fica devendo no quesito noite, com um déficit de festas que englobem diversas tribos sem deslocamentos e julgamentos, compensa na arte alternativa. Vaguei discretamente por todos os nichos culturais da cidade, tudo gratuito, desde os espaços mais “elitizados” e modernos como o Matadeiro e os mais independentes como a Tabacalera. Vi muita coisa interessante, algumas poucas propostas batidas e outras bastante inovadoras. Uma coisa é fato, a vida artística madrilenha acontece e muito.
Algo que demorei para sacar um pouco sobre a cidade, e que fica a dica para futuros viajantes, é que as pessoas não são grosseiras, elas são desse jeito mesmo, um bocado enfadadas com a vida, mas é maneira deles agirem, é a personalidade forte do espanhól. Quando percebi isso, também comecei a jogar as coisas e falar alto no mercado! Ha! Talvez eu tivesse sido mais feliz se tivesse aprendido a ser grosso logo nos primeiros dias! Ha! É libertador! =)
Saí de Madrid com a certeza de que deixei alguns desapontamentos no ar. Mas talvez esse tenha sido meu papel neste momento. É um lugar lindo, extremamente organizado, modelo de qualidade de vida, mas que precisa mudar algumas pequenas coisas para ser uma cidade perfeita, e que sinceramente não adiantaria mudar só para mim, tem que ser para todos que a escolherem como lar. Não é um problema dela em específico, mas sim da mentalidade de uma parcela européia. Talvez eu tenha voltado tão apressado para São Paulo porque estava explodindo uma identidade que quero lapidar devagar e a brasileira, é uma questão de ancestralidade.
Mas uma coisa é fato, Madrid é incrível e se ela ainda me quiser, um dia volto, a passeio, a trabalho, para umas loucurinhas, quem sabe do amanhã?!
Um grande obrigado a cidade e a todos que passaram por meu caminho nessa louca jornada!!
3 X Madrid! =D
explica muita coisa...
Vale a busca hein. Deu até pra ter saudade do Gael, que sempre escolheu muito bem os filmes que ia fazer e que anda bem sumido.
a máquina
Lembro que vi a estréia do filme na mostra de São Paulo e que presenciei uma das cenas mais inspiradoras de minha vida. O Paulo Autran chegou de braços dados com alguém que devia ser sua filha, ele tremia muito, quase não conseguia andar. Quando a tela se apagou e começou essa abertura, não parecia o mesmo homem, na tela ele estava cheio de vida, com uma postura ereta e uma presença em cena de impressionar a qualquer um. O filme foi rodado no mesmo ano, era impressionante ver a vivacidade dele em cena, foi uma das cenas que ficou na minha memória.
Acabei de ver o filme, mais uma pequena jóia esquecida do cinema nacional. Com um texto lindo, foi uma obra pouco falada e infelizmente pouco vista.
#tupyistheanswer
Ir ao oficina é sempre uma experiência transcedental para os dias sem graça e monótonos que vive nossa arte. Já vi peças melhores e com elenco mais maduro por lá, mas essa "Macumba Antropófaga" traz em si continua a mesma experiência das outras, te saca fora da zona de conforto e te transporta para um mundo que o diretor chama de céu, um teatro livre, surreal, com doses de insanidade e uma chuva de informações por minuto nos rituais alá Zé Celso.
Depois da maratona de horas de peça, ela rende papos e reflexões para horas na mesa do bar. Se joga!
Uma frase que ficou na minha cabeça:
ENGULA A DERROTA DE SUAS CONQUISTAS INTERNAS.
semana woody allen
Ando pesquisando bastante coisas dele para um curso. Este vídeo é uma campanha do Greenpeace baseado no filme "Tudo que você sempre quis saber sobre sexo e tinha vergonha de perguntar". Bueno.
de dentro e de fora
Fui ver essa expo temporária no Masp. Vi muita coisa legal, o andar está todo pensado e povoado com grafites e instalações que interagem muito bem com o espaço.
Por fazer parte do segmento audiovisual, os vídeos acabam sempre me chamando mais a atenção, sejam pequenas vídeo-arte ou relatos do processo. Talvez por isso fiquei fissurado na proposta do francêsJR, que faz grandes colagens que interagem com a cidade em construções, prédios, moradias e até um trêm, que em movimento constrói uma obra em constante mutação, etc. Além de um tímido painel, a exposição tem 5 vídeos dos processos dele, que foi o que realmente me chamou a atenção. Ele fez uma intervenção em uma favela do Rio de Janeiro e mostra em um vídeo incrível! A maneira com que a imagem segue em fast e ao mesmo tempo com ausência de alguns frames dando um toque de stop-motion, faz com que o caminhar da câmera dentro do universo da favela pareça um labirinto, é bem interessante.
MASP: http://masp.art.br
velhos pensamentos?
de que adianta tanta modernização, globalização de tudo e tantas novas maneiras de comunicação se com elas cresce mais ainda o egoismo?
Voltar
Um dia quis voltar
Sem saber por que, nem para onde
Olhou para trás e disse olá
O passado brindou a vitória
Os olhos voltaram a brilhar
O jovem demônio precisa dançar
Deixa o pequeno bailar
Um dia quis voltar
Sem saber por que, nem para onde
Olhou para a frente e disse olá
O futuro brindou o regresso
Já não tinha o que buscar
O sonho já estava lá
O jovem demônio precisa dançar
Deixa o pequeno bailar
dias soltos
É bom para trabalhar a ansiedade.
3 linhas levemente tiradas a cada dia ou acumular diversos dias e puxar rápido?
Aih que ansiedade...
domingo, 28 de agosto de 2011
a dúvida
A dúvida é o preço que se paga
Quando a mente sabota a verdade
Ser ou não ser já não é questão
Quero sonhar de novo
Criar um mundo novo
Eu vejo uma chance distante
Só o tempo que dirá
Dias serão brancos e noites azuis
Se a profecia se concretizar
Quero sonhar de novo
Criar um mundo novo
Não sei mais o que é verdade
A ilusão se tornou realidade
Sonhar ou viver,
Cada dia mais difícil escolher.
fractal da vida
“Uma telha cai do telhado de uma casa, passando eu pela rua ou não; não há qualquer conexão, qualquer solidariedade, qualquer dependência entre as causas que levam à queda da telha e aquelas que me fazem sair de minha casa, para levar uma carta ao correio. Mas a telha cai sobre minha cabeça, e eis este velho matemático fora de atividade: é um encontro fortuito, que ocorre por acaso”.
(Antoine Augustin Cournot)
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
em treinamento
Não curtia muito bate-papos esportivos, mas eles arrasam no bom humor e nas matérias. Para almoçar sem bater no prato. Ha!
uma pessoa só
Eu sou
Você é também
E todos juntos somos nós
Estou aqui reunido
Numa pessoa só
E todos juntos somos nós
Uma pessoa só
Você é também
E todos juntos somos nós
Estou aqui reunido
Numa pessoa só
E todos juntos somos nós
Uma pessoa só
Vcê também está tocando
Vcê também está cantando
Estamos numa boa pescando pessoas no mar
Aqui
Numa pessoa só
Eu sou o começo sou o fim
Sou o "a" e o "z"
Todos juntos reunidos
Numa pessoa só
Vcê também está cantando
Estamos numa boa pescando pessoas no mar
Aqui
Numa pessoa só
Eu sou o começo sou o fim
Sou o "a" e o "z"
Todos juntos reunidos
Numa pessoa só
O melhor álbum de todos os tempos. Arnaldo Baptista - Loki.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Comédia ou tragédia?
As vezes você acorda com uma dúvida que não quer calar, e perceber que essa dúvida é a mesma que todo mundo tem. Você pode digitar no buscador e ver super rápido tudo que o mundo pensa sobre o assunto ou você pode buscar sozinho.
Nas duas você vai encontrar, em uma mais rápido, na outra muito mais devagar. Você digita o tema e aparecem tantas visões fast-food e definições literárias sobre o assunto que nessa atmosfera de overdose de informação, a famosa verdade absoluta não tem outra solução a não ser ficar em cheque, as definições são como PLAFTS, quase como tapas sobre o tema.
Hoje, para variar só um bocadín, acordei com uma dúvida... comédia ou tragédia?
Buscador:
Comédia - uma das principais características da comédia é o engano. Frequentemente, o cômico está baseado no fato de uma ou mais personagens serem enganadas ao longo de toda a peça. À medida que a personagem vai sendo enganada e que o equívoco vai aumentando, o público (que sabe de tudo) vai rindo cada vez mais.
Tragédia - uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Esse é o “ou” de hoje. Lembrei muito do filme do Woody Allen “Melinda e Melinda”, em uma história Melinda vive uma comédia, em outra uma tragédia. As histórias vão acontecendo aos poucos paralelamente e o mais interessante é que tem momentos da tragédia que é tão exagerado que parece comédia, e vice versa.
Vejo que na verdade elas estão juntas, depende da forma que você as enxerga. O bom mesmo é perceber que elas caminham lado a lado e que estando em uma tragédia, você pode rir dela ou estando em uma comédia, você pode dramatizá-la. Na vida sou do time que inverte tudo, vive a comédia na tragédia e vice versa, meio sem controle, sabe. Concluo hoje, que o segredo talvez seja não estacionar na tragédia, as vezes a gente custa para perceber que a vida é bonita e pode muito bem ser uma comédia... a evolução das coisas é que determinam o que é ou não. Não é? Ou não? Ha!
Boa semana! =)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
ACOMETADO
No vai-e-vem e gira-gira do planeta
Vê-se um monte de cabeça que não pára de girar
O corpo segue pra esquerda e pra direita
Bola de tênis-de-mesa: o jogo não pode parar
Vê-se um monte de cabeça que não pára de girar
O corpo segue pra esquerda e pra direita
Bola de tênis-de-mesa: o jogo não pode parar
Quem tá de fora e espia o movimento
Tem certeza no momento: o movimento é pendular
A cabeça pende para um lado e para o outro
Fio de prumo é o corpo quando pode se aprumar
Tem certeza no momento: o movimento é pendular
A cabeça pende para um lado e para o outro
Fio de prumo é o corpo quando pode se aprumar
Planeta terra brincando de pega-pega
cometas, de cabra-cega
onde é que isso vai dar?
que vida é essa na ciranda do planeta?
a gente vira pirueta
tudo fora do lugar
cometas, de cabra-cega
onde é que isso vai dar?
que vida é essa na ciranda do planeta?
a gente vira pirueta
tudo fora do lugar
Quem tá de longe, acima dos horizontes.
Passageiro de um bonde no espaço sideral
Terá por certo que o tal do bicho-homem
Marionete de arame seu cordão umbilical
Passageiro de um bonde no espaço sideral
Terá por certo que o tal do bicho-homem
Marionete de arame seu cordão umbilical
Se revogassem essa lei da gravidade
Com o tempo, com a idade, a gente
aprendia a voar:
Nada caía, nem ficava balangando...
De vera que o ser humano ia se eternizar.
Com o tempo, com a idade, a gente
aprendia a voar:
Nada caía, nem ficava balangando...
De vera que o ser humano ia se eternizar.
Grupo Mawaca. Creio que a composição é delas também. Tentei encontrar um vídeo dessa música, mas não encontrei. Vale a pena conhecer mais do grupo!
pressa não combina com respostas
Dizem que viagens podem mudar vidas. Perder o caminho é como perder um pouco de si, e de uma estranha maneira sei que nos momentos certos eu soube o que necessitava deixar para trás. Sempre tive muita pressa e caminhei muito lento. Sensações que não combinam muito.
Gira mundo, gira!
domingo, 12 de junho de 2011
LIMITES DA VERDADE
Tenho refletido bastante sobre a verdade e a sinceridade nas pessoas. Até que ponto temos controle da nossa verdade e de que maneira ela existe sem mutações. Uma tarde dessas saí para tomar uma cerveja com uma fada em um parque e segui noite adentro pelos bosques da noite madrilenha.
Foi uma noite significativa que começou quando vimos por acaso três perfomances artísticas. Uma delas em particular me chamou bastante a atenção, a artista sobe no palco e timidamente apresenta sua proposta: Estou aqui para quebrar limites e ser sincera. Vou ficar parada nesse mesmo lugar e vocês vão me fazer perguntas, tudo que queiram saber, prometo ser totalmente sincera, não vou responder nada mais além da verdade, por favor me façam perguntas...
A platéia com um choque inicial começa a fazer perguntas simples e com o tempo e intimidade que vai criando com a artista pela sinceridade extrema de suas respostas, vai chegando a perguntas mais profundas.
De onde você é? Para onde você vai? O que é o amor? Por que você está quebrando esse limite? O que são os limites? Você tem alguma culpa? Não acha que deveria nos perguntar também? O que você faria para nos provar que está sendo sincera? Se todos tirássemos a roupa, seriamos mais reais?
No final conversei com a artista para perguntar de onde surgiu a idéia, se ela já tinha feito algo nesse sentido antes ou se tinha alguma aspiração documental em sua proposta. Ela disse que tem um trabalho voltado a quebrar limites, que já havia feito coisas com limites físicos e que este era o primeiro com campo emocional, mas que seguiria neste caminho.
Todo mundo sabe da minha fixação por documentários e obsessão pelas raras maneiras de retratar a realidade. O mais estranho é que esses dias, enquanto ajudava uma bruxa anciã a fazer compras, ela me disse do nada que tenho que fantasiar mais a realidade, que sou muito sincero e a verdade nos faz vulnerável. Estranho isso nesse momento... ou talvez em todos... qual é a verdade nesse mundo gris?
sábado, 26 de março de 2011
GESTOS
Tenho postado pouco aqui... tem acontecido tanta coisa, novas pessoas, horizontes, percepções... mas como sempre digo, não quero fazer desse blog um diário, então vou postar quando tiver coisas interessantes a serem ditas.
Hoje fui ao Reina Sofia, de súbito! Passando pela praça em frente vi que estava rolando uma apresentação de dança contemporânea, não pude ver muita coisa, na verdade cheguei no exato momento final, em que os dançarinos (uns 25 creio) formavam um circulo no chão enganchados uns aos outros sujos de farinha. Foram muito aplaudidos enquanto os mesmos saíram caminhando um para cada lado, como num flash mob, em que as pessoas se juntam, realizam a ação e seguem a vida no instante seguinte, sem nem sequer falarem uns com os outros.
Assim o tenho feito...
O museu é de graça aos sábados, e como tem muita coisa, resolvi entrar e ver 2 das exposições itinerantes. Acabei vendo mais coisas, algumas que me pegaram de jeito nesse sábado solto e me deixaram viajando o resto do dia... Quero voltar e prometo fotografar algumas coisas para postar aqui. Por enquanto deixo uma pequena grande reflexão que anotei e nem precisava, já que ela me iluminou muitos pensamentos:
"El gesto es un fóssil en movimiento".
domingo, 13 de março de 2011
DOIS DE OUROS
Este fim de semana tive uma overdose de James Franco, mas foi por acaso! Ha! Sei que é difícil acreditar, mas estava esperando passar um pouco esse auê todo em torno da "persona" por conta do oscar e tudo mais. Para quem não sabe, ele está tão em alta no universo cult que virou até tema de aula em Universidade, matéria que é lecionada por ninguém menos que ele próprio! Hahahaha! Um fato aproveitado para aquelas piadas suuuuuper originais do Oscar! Ha!
Pois bem, resolvi me jogar no "127 hours" que é bem visceral, me lembrou bastante "In tho the Wild" (que gosto bastante) só que com uma proposta de "Mockumentary" (termo para falsos documentários) que me interessa muito e que aqui é usada de distintas maneiras, gerando humor e ao mesmo tempo pontuando a agonia do personagem.Mesmo conhecendo o final, a história tem um desenrolar interessante, com boa dose de adrenalida mesmo sendo bem estático. É daqueles filmes para valorizar a vida e as pessoas ao nosso redor, tem reflexões bem interessantes sobre o ser humano e o mundo através da relação dele com a montanha. Nota 8!
Em seguida tinha já na manga um outro filme que estou para ver há um bom tempo e por acaso é estrelado pelo "chico"! Ha! Trata-se de "Howl", que conta de maneira bem peculiar um pouco da história do escritor beatnik Allen Ginsberg, que teve seu livro com esse mesmo nome em tribunal nos anos 50/60.O interessante deste é que mescla 4 tipos de propostas: a primeira se passa no tribunal e tem uma narrativa super clássica, a segunda segue uma extensa entrevista com o autor em que por não se revelar a figura do entrevistador nos sentimos como tal, a terceira em um "sarau" (super comuns entre os escritores beatniks da época) em que o autor recita intensamente trechos do livro e na quarta proposta repleta de animações que ilustram de maneira lúdica a bizarra fantasia do autor. Nota 9!
Passei muito bem com essa dobradinha! Recomendo os dois! E agora que já fiz os comentários necessários, assumo pensar que os alunos da Universidade devem passar muito bem nessas aulas! Ha! ;)
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